Qual a relação da diabetes com o sono

Qual a relação da diabetes com o sono?
Qual a relação da diabetes com o sono?

Quer entender qual a relação da diabetes com o sono? Neste artigo vamos falar sobre este assunto, além de explicar os tipos de diabetes e como elas estão relacionadas ao nosso sono. 

Já é sabido que devemos dormir entre 7 e 9 horas para que nosso organismo comece a trabalhar. Isso porque, durante o sono, muitos hormônios essenciais para o funcionamento equilibrado e regulação fina das funções vitais são liberados, como o hormônio do crescimento e a leptina, por exemplo. 

As pessoas que têm sono diário reduzido por um período prolongado deixam de produzir essa substância em quantidade satisfatória e passa a produzir outro hormônio, a grelina, de função oposta, aumentando o apetite do indivíduo. Dessa forma, buscam-se refeições mais rápidas e calóricas, elevando a tendência à obesidade, que, como se sabe, aumenta a resistência à insulina, mecanismo diretamente ligado ao diabetes do tipo 2.

Além do mais, quando uma pessoa tem uma noite mal dormida, acaba ficando mais estressada e torna-se capaz de elevar os níveis de outro hormônio, o cortisol, que atua da mesma forma e dificulta ainda mais o controle glicêmico dos que já são diabéticos.

Mas, quais são as diabetes tipo 1 e 2?

A diabetes tipo 1 é uma doença considerada autoimune, uma vez que o próprio sistema imunológico do paciente ataca as células betas, responsáveis por controlar a glicose no sangue. Dessa forma, pouca ou nenhuma insulina é produzida, permitindo que o nível alto de açúcar seja transportado livremente na corrente sanguínea.

Esse tipo da doença acomete, geralmente, crianças e adolescentes e corresponde de 5 a 10% das pessoas com diabetes, e o tratamento é a reposição do hormônio insulina.

Já a diabetes tipo 2 é a mais comum entre os pacientes com a doença, representando 90% das pessoas diagnosticadas. Usualmente, ocorre em adultos, porém, devido ao estilo de vida mais sedentário, o número de crianças com diabetes tipo 2 tem crescido nos últimos anos. A doença surge quando o organismo não fabrica quantidade suficiente de insulina, ou a insulina produzida não é capaz de desempenhar sua função adequadamente para controlar a glicemia no sangue. Com isso, a doença não é considerada autoimune e geralmente, envolve pessoas acima do peso, sedentárias e com má alimentação.

Fatores genéticos também influenciam no desenvolvimento da doença, que possui tratamento com a realização de atividade física e mudanças na rotina alimentar. Além disso, de acordo com a avaliação médica, é possível que seja necessário o uso de insulina e outros medicamentos para o controle glicêmico.

Como o sono errado pode afetar a diabetes?

Importante ressaltar neste conteúdo que discute qual a relação da diabetes com o sono que a má qualidade do sono pode ser uma consequência das complicações do diabetes. A neuropatia diabética, lesão dos nervos sensitivos pela hiperglicemia, pode gerar dor em pernas e braços, capaz de atrapalhar o momento de descanso do paciente, assim como a síndrome das pernas inquietas, resultado do mesmo dano, que cria a sensação de necessidade constante de mover as pernas e pode ser outro fator a dificultar o sono.

Uma condição anatômico-respiratória, a apneia do sono, encaixa-se tanto entre as causas quanto entre as consequências do diabetes, então, atente-se, pois existe sim uma relação entre diabetes e o sono que precisa ser levada em consideração.

Não esqueça de procurar um médico especializado para relatar caso alguns sintomas apareçam, como por exemplo os roncos noturnos, comum entre esses tipos de pacientes, que acontece por conta da obstrução da via aérea durante o sono, especialmente se houver obesidade associada. 

Ao obstruir a entrada de ar, há uma redução do oxigênio circulante e, consequentemente, ocorre a ativação de mecanismos de despertares noturnos, eventos curtos e múltiplos, que reduzem a qualidade do sono e fazem o paciente acordar com sensação de cansaço. Um indivíduo cansado, muitas vezes, apresenta menor zelo com sua saúde, que inclui o tratamento de sua doença. 

 

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